sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Mago - A primeira porta


A primeira porta se abre e, ao atravessá-la o caos se dilui. 

O sutil ganha forma e se manifesta. Diante do mago encontram-se os recursos disponíveis para empreender a jornada, sinalizados pelos objetos sobre a mesa. Eles trazem consigo a força dos elementos e que se revelam diante do homem nascido. Ele terá que aprender a manejá-los à medida que avançar no caminho. 

A sua disposição o infinito, representado acima da sua cabeça pelo chapéu que carrega, em forma de lemniscata. Revelando as infinitas oportunidades através de muitas mortes e renascimentos. O mago que carrega consigo a força do princípio, sendo o seu maior atributo, neste momento, o de experimentar a vida. Tudo é muito novo e imaturo, por isso frágil. Aqui nesta fase, seu aprendizado é reconhecer a sua força e como dispor dela, através da ação. 

Os objetos materializados a sua frente indicam os quatro atributos que o Homem carrega consigo e de que dispõe para evoluir: 

1. O espírito, a sua centelha divina e a força da criação. O elemento fogo, a chama interior que nunca se apaga. A fé e a confiança na sua eternidade. Aqui é representado pelo bastão que segura em sua mão e que o liga ao divino;  

2. O corpo manifesto, a forma que lhe permite materializar-se no plano físico, para empreender a jornada. O elemento terra, representado pelas moedas. Aqui é mais do que ganhar dinheiro, antes a capacidade de concretizar a missão destinada ao Homem;

3. A mente, a força do mundo das ideias, a inteligência e a criação. Deverá aprimorar o uso da razão, para exercer com sabedoria o seu poder de escolhas. Representado pelo punhal ou espada;

4. O coração, o mundo das emoções e dos sentimentos. A força que une todos os seres. O elemento água representado pela taça ou copas. 

Aqui na primeira estação o Homem tão somente fará o reconhecimento dos seus potencias. Nem sempre saberá conduzir, adequadamente, os atributos que trás consigo. Agirá com o entusiasmo e a inocência da criança. Mas é da força dessa semente que brotará o Homem inteiro entre erros e acertos. É ela que o conduzirá a todas as demais portas, sem medo de experimentar a vida e descortinar os mistérios que residem dentro de si mesmo. 



quinta-feira, 26 de julho de 2012

TARÔ - O LEGADO DA ANTIGUIDADE


“De acordo com a tradição, os sacerdotes de Memphis, prevendo a queda da civilização egípcia, ocultaram seus conhecimentos sob a forma de um baralho que, hoje em dia, é conhecido pelo nome de Tarô e o legaram aos profanos, sabendo que, devido ao hábito do jogo, tais conhecimentos chegariam à posteridade.”



As palavras acima foram extraídas do livro: “Os arcanos maiores do Tarô” de G.O.Mebes. Um clássico que não pode faltar em sua biblioteca, se você quiser se aprofundar no conhecimento do Tarô. E conforme dito, assim foi. O jogo vive entre nós e entre nós vive o conhecimento. Quer tenhamos consciência dele ou não. Ele esta ali para ser percebido e reconhecido. Muitos antes de nós o fizeram e muitos depois de nós ainda o farão. Reconhecer a sabedoria que esta diante de nós, mas que se revela somente para aqueles que buscam por ela.


Como o próprio prefácio da edição Russa nos fala:

 “Aquele que estudar esta Enciclopédia , aplicando a si próprio as diretrizes nela contida, poderá sem temor lidar com os ramos especiais de cada um dos três graus da Iniciação do ocultismo, os quais, de modo breve, podem ser chamados ciclos CABALÍSTICO, MÁGICO e HERMÉTICO!”

Por isso o estudo do Tarô vai muito além das fronteiras da adivinhação.  O tarô é uma herança preciosa que os antigos sábios nos deixaram. Dele verte a própria vida representada de forma tão simples, quanto complexa. Resguardada em símbolos universais revelados àqueles que buscam por ele. Muitos livros, muitas interpretações. A essência, uma só. Suas lâminas contêm o conhecimento dos mistérios da própria existência.  Portais que nos conduzem por muitos caminhos e estágios em direção a nossa evolução.

O Tarô é mais do que conhecimento intelectual, é a expressão da vida que será experimentada por cada um de nós no eterno ciclo das existências. Todas as portas, representadas pelos Arcanos, deverão ser abertas. Cada uma no seu tempo e, por todos nós, em tempos diferentes. 
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

OS SÍMBOLOS NAS CARTAS

Uma das chaves para a interpretação dos arcanos é buscar a compreensão dos símbolos contidos nas cartas. Os SÍMBOLOS são uma linguagem universal atemporal, capazes de transmitir uma mensagem mesmo para pessoas de diferentes épocas e culturas. São pontes para o nosso inconsciente que ocultam um sentido invisível e mais profundo, e assim abrem as portas da nossa percepção e nos conduzem a uma reflexão, possibilitando uma ampliação dos seus possíveis significados.
Alguns tarots chegam a ter mais de mil símbolos diferentes nas cartas, como no caso do THOTH TAROT, de autoria do mago Aleister Crowley (ilustrados pela artista Frida Harris). 

Interpretar os símbolos não deve levar a estabelecer um significado fixo para os arcanos, mas apenas dar um início a um processo de reflexão, interiorização e discernimento. Além disso, para enriquecer o estudo dos símbolos é importante conhecer um pouco de Geometria sagrada, de Alquimia, Astrologia, Magia, Kabbalah, dentro outras áreas de conhecimento. Em breve abordaremos mais a respeito deste tema.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

OS RITUAIS

A definição do dicionário nos diz: Ritual, adj m+f (lat rituale) 1 Pertencente ou relativo aos ritos. 2 Que contém os ritos. sm 1 Livro que contém os ritos, ou a forma das cerimônias de uma religião. 2 Cerimonial. 3 Conjunto das regras a observar; etiqueta, praxe, protocolo. Frente à tal diversidade, evidenciamos, logo, que ritual não está apenas ligado à religião ou formas de expressão religiosa. Um ritual acontece em concomitância de sujeitos, tempo e espaço. Necessita também de objetivos, procedimentos, técnicas, instrumentos, objetos.

Rituais desde sempre fazem parte da natureza humana. Quando nos referimos a leitura de cartas, percebemos o quanto é forte a menção dos rituais. Um ambiente adequado, velas, incenso, preces e etc. Respeitável, visto que a história do Tarô nos conduz aos antigos espaços sagrados, onde o conhecimento era acessível apenas aos eleitos, que eram poucos.

Existem muitos propósitos por trás dos rituais, mas aqui me limito a falar dos atos que praticamos e, que antecede a leitura das cartas. O ritual é um processo externo para um alinhamento interno em direção a um intento. Uma sucessão de atos com a finalidade de ritmar nossas intenções. Tirar a mente das distrações e conduzi-la a um caminho, neste caso, a leitura. E isso é algo que pode e deve ser praticado em tudo. A capacidade de estarmos presentes e inteiros no que fazemos, no aqui e agora.

No entanto, tem muita gente que não se identifica com a prática dos rituais. Se este for o seu caso, não precisa se preocupar, isso não o impedirá de ler as cartas. Se souber o que está fazendo, praticar um ritual ou não antes da leitura, não fará diferença. Os rituais não abrem portas mágicas em direção a revelação. Eles em si, não são capazes de abrir porta alguma, que queira se manter fechada. E a porta mais importante a ser aberta é aquela em direção a você. Que permita refinar os sentidos e se abrir as percepções do mundo sutil.

Existe muito misticismo envolvendo os rituais, creio que é importante identificar o ritual que se propõe ao alinhamento interno e o ritual cenário; que é aquela coisa de preparar o ambiente para criar a atmosfera, e que vemos muito nos filmes. Por isso se você não souber o que está fazendo, estará brincando de teatro.

Clareza de idéias, conhecimento e intuição é o que precisa para trilhar o rumo certo. E quando falo intuição não me refiro a ajuda do astral superior, através de um mentor ou guia, é simplesmente conectar-se com a mente intuitiva. Você e o mundo sutil. O Universo das sensações que coexiste e interage conosco, mesmo que não se perceba. Para quem recebeu a incumbência de transmitir informações através da ajuda espiritual não tem necessidade de instrumentos (tarô, folhas de chá, borra do café, mãos etc), se bem que os use para alinhar as informações que serão reveladas.

Não há uma cartilha definitiva; não há um meio certo ou errado. Existe apenas o seu jeito, aquele que você sente que é o melhor para você. O foco é acalmar a mente e o espírito, e isso se você quiser pode ser realizado com uma simples prática de respiração. Caso queira pode seguir os conselhos de um livro, para dar os primeiros passos. Depois, simplesmente, você vai encontrar o seu jeito de fazer as coisas.

terça-feira, 6 de março de 2012

CONEXÃO COM O CONHECIMENTO



Se você quer aprender a deitar as cartas terá que aprender a fluir com elas. Isso significa fluir com a própria vida. Abrir-se para as experiências e tirar sempre o melhor de tudo o que a vida manda para você. Essa postura fará toda a diferença em seu aprendizado.

Devemos ser porta vozes amorosos de nossas percepções. Isso quer dizer entre outras coisas: compaixão, respeito e consciência da responsabilidade dos conselhos, e do que possa vir a captar nas leituras. O universo é sensível a tudo o que mandamos para ele. As energias atuantes no agora mudam à medida que mudamos. Livre arbítrio e destino se entrelaçam, sendo este último sempre condicionado as nossas ações sejam elas por pensamento, palavras ou comportamentos. Por isso humildade é sempre uma qualidade bem vinda para quem se dispõe a aprender a tirar as cartas. Não somos detentores do destino, mas apenas seus intérpretes.

Escolha um baralho com o qual sinta afinidade e inicie a sua jornada. Nesse primeiro momento em que você inicia o seu relacionamento com as cartas é preciso  aguçar os sentidos e estimular a sua percepção. Saia do burburinho da mente e suas distrações e siga  em direção ao seu coração. Isso significa sentir e perceber o que não está visível, mas está ali. Inicie os estudos teóricos para conhecer os significados das cartas na sua origem isso é fundamental nesse primeiro momento. Captar a essência dos significados. Depois disso, vivenciar as cartas todos os dias. Isso vai ensiná-lo (a) a interpretar e fazer a leitura.
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Pegue apenas os Arcanos Maiores. Muita gente só trabalha com eles, não é certo nem errado, apenas uma escolha. Embaralhe as cartas e corte em três (ex: da esquerda para a direita e depois da esquerda para a direita você une novamente o baralho), abra em leque e escolha uma ou, simplesmente, retire uma carta de onde quiser. Você deve criar o seu modo de conduzir a tiragem. Essa será a carta do dia. Leia o seu significado e acompanhe durante o período os acontecimentos a sua volta. Perceba a conexão, em algum momento algo importante poda apontar. Com isso você irá aos poucos conectando com as energias que cada uma representa. 

Cada Tarólogo tem a sua própria maneira de perceber os Arcanos. Isso é simples de entender, porque cada um de nós vê e percebe o mundo de um jeito único. Não há melhor nem pior, apenas diferentes. Por isso a busca pelo aprimoramento pessoal, desenvolvimento da percepção, abertura da sua visão em relação à vida fará toda a diferença. Permitindo uma qualidade na leitura e a captação de seus significados.

Inicie com esse exercício. Com o tempo você vai perceber que as cartas mandam mensagens à você, trazendo muitos conteúdos que você não vai encontrar nos livros. 
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